Pronto para o poliamor?

25/02/2013

Psicólogo critica a monogamia e explica porque muitos ainda não estão preparados para encarar mais de um relacionamento por vez


 Por quantas mulheres o coração de um homem pode bater? De cara, a resposta certa parece óbvia: todas! Porém, esta é apenas uma entre as infindáveis armadilhas que nos envolvemos ao mergulhar de cabeça no traiçoeiro jogo do amor. 

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Nessa hora, as analogias a outros animais monogâmicos -- como os pinguins, as araras e os lobos -- surgem aos montes, aliviando assim a consciência de quem age conforme seus desejos. Mas o fato é que não somos ariranhas, nem cisnes; muito menos corujas. Pode apostar que, depois de uma putaria nervosa você vai se flagrar tentado voltar para os braços daquela gatinha especial.

Segundo Breno Rosostolato, professor de psicologia da Faculdade Santa Marcelina, o poliamor “consiste em negar a monogamia e adotar um envolvimento responsável e íntimo com várias pessoas, simultaneamente”. Mas será que estamos falando mesmo de amor quando há mais de duas pessoas envolvidas?

Embora conhecida desde os antigos gregos, a prática da poligamia continua dividindo opiniões entre estudiosos. Odair J. Comin, psicólogo e escritor autor do livro Mestre das Emoções, defende que a monogamia foi instituída e imposta como condição moral por muitas religiões. “A poligamia é do corpo, instintual; a monogamia é da mente, é uma crença aprendida”, defende ele.

“Em alguns países do oriente, a poligamia não só é aceita como incentivada, tendo o apoio das entidades religiosas e do governo -- uma pratica considerada normal para eles. Então, ser polígamo ou monogâmico depende especialmente da cultura em que se vive”, esclarece Carlos Ávila, vice-presidente do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Psicanálise de Belo Horizonte.

FANTASIA OU ESTILO DE VIDA?
A fantasia sempre fez parte da existência, e não temos como medir precisamente até onde ela pode ir -- seu limite é o próprio real; já o estilo de vida, é mensurável. Desde a revolução feminista, a mulher conquistou o "passe livre" para expor o corpo e vivenciar o sexo de forma mais aberta -- e essa conquista também beneficiou o homem. Quanto mais o humano se distancia das convenções impostas, mais se aproxima da diversidade natural.

FIDELIDADE AO SENTIMENTO
Somos mais fiéis aos nossos desejos e vontades do que a outra pessoa. Embora isso não seja novidade, o que complica sãos as variações desses sentimentos. Há momentos em que o “eu” é soberano, fecha os olhos, os ouvidos ao outro ao mundo e vive seu desejo. No entanto, teremos momentos em que o outro ocupa todos os espaços e vivemos em função dele.

MONOTONIA: COMEÇOU OU FIM?
A variedade sexual, seja numa relação aberta ou conservadora, não significa exatamente o fim da monotonia no casamento. Não podemos afirmar que o poligâmico seja mais feliz que o monogâmico -- assim como o compulsivo não é feliz mesmo com dez carros na garagem. Quando a variação de pares afetivos se torna viciante, o indivíduo sofre. A monotonia é uma escolha, assim como a policromia. E ambas cabem tanto na relação monogâmica como poligâmica.

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